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Veja as diferenças entre tontura e labirintite

Tontura e labirintite são confundidas, mas são condições distintas (Imagem: Mary Long | Shutterstock)

Veja as diferenças entre tontura e labirintite

Ao falar sobre tontura, é geral que muitas pessoas maquinalmente façam a relação com “labirintite”. No entanto, essa conexão nem sempre é precisa e pode ser equivocada. É importante compreender as diferenças entre essas duas condições para um diagnóstico correto e um tratamento adequado.

“A tontura é realmente um dos sintomas da labirintite e de diversas outras doenças. E é muito geral que as pessoas cheguem ao consultório já certas do seu diagnóstico, mas são poucos os casos em que essa suspeita se confirma. A labirintite, na verdade, é um quadro vasqueiro e o mais provável é que a tontura ou vertigem esteja relacionado a outras condições”, explica a otoneurologista Dra. Nathália Prudencio, otorrinolaringologista perito em tontura e zumbido.

O que é a labirintite?

Segundo a Dra. Nathália Prudencio, a labirintite é uma requisito caracterizada por uma inflamação ou infecção do labirinto, localizado na ouvido interna. E uma vez que o labirinto é responsável pela audição e pelo estabilidade, a tontura pode surgir.

“Geralmente, a labirintite é consequência de uma infecção na ouvido média, de uma meningite ou até de uma infecção de vias aéreas superiores. Porém, hoje temos tratamentos muito eficazes para essas infecções que podem ser administrados precocemente, resolvendo o problema em alguns dias. Portanto dificilmente essa infecção evoluirá e acometerá o labirinto. Por isso, o diagnóstico de labirintite é vasqueiro, são poucos os casos que evoluem a esse ponto”, diz a otoneurologista.

O que são tontura e vertigem?

A médica afirma que o mais provável é que quadros de
tontura

e vertigem estejam relacionados a outras doenças do ouvido interno, uma vez que a Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB). “As doenças do ouvido interno figuram entre as principais causas de tontura e, entre elas, a VPPB é a mais geral. Popularmente conhecida uma vez que tontura dos cristais ou labirintite dos cristais, apesar de não terem relação, essa doença razão vertigens frequentes que surgem quando o paciente faz movimentos com a cabeça, por exemplo, ao se levantar e ao se deitar na leito”, explica.

Segundo ela, a requisito recebe esse nome, tontura dos cristais, “pois ocorre quando os otólitos, pequenos cristais envolvidos no estabilidade e localizados no labirinto, se desprendem, geralmente, de forma espontânea, gerando esse quadro de vertigem que dura alguns segundos com a movimentação da cabeça”, explica a perito.

Tontura de maneira isolada

O surgimento de tontura de maneira isolada, sem qualquer outro sintoma associado, já é um bom vestígio de que o problema não se resume à labirintite. “A exiguidade de sintomas auditivos é um sinal importante de que a origem da tontura não é uma labirintite. Apesar de a tontura ser o sintoma mais geral, a labirintite também vem acompanhada de alterações uma vez que náuseas e vômitos, vertigem, suor, zumbido no ouvido, perda de audição ou nistagmo, que são pequenos movimentos involuntários dos olhos”, destaca a médica.

Mas vale lembrar que, mesmo que não esteja associada a sintomas auditivos, a tontura nunca deve ser ignorada. “Preste atenção nos diferentes aspectos da tontura. Ela é breve ou prolongada? Trata-se de um caso solitário ou as crises surgem com frequência? Tem qualquer sintoma associado? Há qualquer gatilho?”, pontua a Dra. Nathália Prudencio.

A otoneurologista afirma que uma tontura única e isolada, que não dura mais de um minuto e não é acompanhada de outros sintomas, não é motivo de preocupação. “Muitas pessoas podem tolerar com episódios isolados de tontura devido a fatores uma vez que jejum, dias muito quentes, falta de hidratação e
excesso de esforço físico

”, diz a perito. Porém, se essa tontura é persistente ou recorrente, é importante investigar.

Tontura com frequência

Conforme a médica, sentir tontura frequentemente nunca é normal. “É um sintoma que pode prejudicar seriamente a qualidade de vida do paciente, aumentando o risco de quedas e criando dificuldades no dia a dia. Por exemplo, algumas pessoas sentem tontura simplesmente ao levantar da leito, o que pode ser uma tontura ortostática causada por uma queda repentina da
pressão arterial

ao mudar de posição”, explica.

Ou por outra, a Dra. Nathália Prudencio explica que a tontura também pode ocorrer em outros momentos. “Outras pessoas podem sentir vertigem, além de enjoo e dores de cabeça, durante viagens, o que chamamos de cinetose.  Portanto, devemos sempre buscar a razão dessa tontura, que pode envolver, além de problemas no ouvido, doenças neurológicas e cardíacas, alterações sistêmicas, efeitos colaterais de medicações, entre diversos outros fatores”, alerta a médica.

Diagnóstico da tontura e da labirintite

Buscar um médico otoneurologista é indispensável para identificar a real razão da tontura, o que é um grande duelo, visto que não existem exames específicos. No universal, o diagnóstico é oferecido a partir dos relatos do paciente e, dependendo do caso, alguns exames podem ser solicitados, mas não são sempre necessários.

“No caso da labirintite, por exemplo, precisamos verificar se houve uma infecção prévia, se existe qualquer sintoma associado à tontura, uma vez que essa tontura se apresenta e se há alterações na audição, o que é feito através da audiometria”, detalha a Dra. Nathália Prudencio. Posteriormente uma avaliação, o médico poderá confirmar se realmente se trata de labirintite e recomendar o tratamento mais adequado.

“A labirintite se resolve com o tratamento correto, porém pode deixar algumas sequelas. Porquê a doença está ligada a uma infecção, o tratamento geralmente envolve repouso, sustento balanceada, hidratação e uso de medicamentos para sossegar os sintomas, além de antibióticos caso trate-se de uma infecção bacteriana. Mas você não deve assumir o diagnóstico de labirintite e se automedicar, pois essa pode não ser a razão da tontura, exigindo um tratamento completamente dissemelhante. Portanto procure um otoneurologista”, recomenda.

Outros tipos de tontura e seus sintomas

Aquém, a médica explica sobre outros tipos de tontura comuns:

1. Tontura neurológica ou de origem meão

Nesse caso, há alterações no sistema nervoso meão (cérebro) que indicam doenças ou disfunções neurológicas. “Nascente tipo de tontura é caracterizado por desequilíbrios e instabilidades, que geralmente são contínuas e pioram ao se movimentar. Entre as possíveis causas, temos: traumas na cabeça; doença vascular; tumores;
AVC

(Acidente Vascular Cerebral); e esclerose múltipla. Porquê falamos de causas de fundo neurológico, também são esperados sintomas típicos de quadros desse tipo, uma vez que alterações na visão e na fala, muito uma vez que dificuldade de movimentar membros ou segurar objetos”, explica.

2. Tontura hemodinâmica

Alterações vasculares ou cardíacas que comprometem a rega sanguínea do cérebro também podem estar envolvidas no desenvolvimento do sintoma de tontura. “Geralmente é acompanhada de fraqueza, obumbração da visão e sensação de desmaio iminente. Quando ocorre de forma breve, em seguida realizar movimentos bruscos, se levantar em seguida um tempo deitado, ou em atividades físicas vigorosas, geralmente se deve a uma queda de pressão (tontura ortostática)”, diz a médica.

Algumas pessoas experimentam esse tipo de tontura no treino de pernas na ateneu, em virtude de os músculos da perna requererem um maior fluxo sanguíneo enquanto são estimulados, o que diminui a circulação sanguínea na cabeça.

“Também pode se apresentar uma vez que efeito paralelo de medicamentos ou desidratação. Episódios frequentes ou que envolvem desmaios, porém, merecem investigação, pois podem indicar problemas de saúde importantes, uma vez que arritmias; insuficiência cardíaca; disautonomias ligadas a doenças uma vez que o diabetes”, destaca a Dra. Nathália Prudencio.

3. Tontura de ordem emocional (ou psicológica)

Também não é incomum a tontura associada a fatores emocionais ou psicológicos. “Alterações neuroquímicas observadas em pacientes com qualquer tipo de transtorno de humor podem gerar sensações de tontura associadas à impaciência, por exemplo. É importante observar se os episódios surgem em momentos de maior sensibilidade ou
estresse

, e se vêm associados a tremores, palpitações, aperto no peito, nó na goela e sudorese excessiva, que podem sinalizar crises de pânico. Vale estudar também se há qualquer gatilho aparente para as crises, uma vez que um determinado tipo de envolvente ou situação social”, diz a médica.

Ou por outra, conforme a Dra. Nathália Prudencio, é preciso ter cautela, porém, ao correlacionar a tontura às emoções. “Na maior segmento dos casos, alterações psicológicas ou psiquiátricas funcionam uma vez que gatilhos ou surgem em consequência da experiência do paciente ao tolerar com os sintomas e limitações impostas pela tontura”, completa.

4. Tontura causada por padrão fomentar

A médica também enfatiza que há interações entre o padrão fomentar e a tontura. “Deficiências de vitaminas do multíplice B podem ser razão de tontura, uma anemia por deficiência de ferro pode ocasionar fraqueza e o paciente referir esse sintoma uma vez que uma certa tontura, por exemplo. É importante evidenciar que jejuns prolongados, consumo excessivo de vitualhas ricos em açúcar refinado, olvidar de tomar chuva, desmandar de substâncias estimulantes uma vez que o moca também podem piorar a tontura”, diz a Dra. Nathália Prudencio.

5. Tontura em viagens

Existe um quadro divulgado uma vez que cinetose, quando há uma sensação de enjoo, vômitos, dores de cabeça e até tonturas com a movimentação passiva e ocorre geralmente em viagens de coche, de navio e, em menor frequência, de avião.

“Nesse caso, o nosso sistema do estabilidade funciona de forma integrada recebendo, em conjunto e a todo momento, informações do nosso labirinto, da nossa visão e propriocepção. Quando essas informações convergem para o nosso cérebro de forma dissemelhante (ou seja, informando de forma conflituosa se estamos parados ou em movimento), os sintomas da cinetose aparecem”, explica a médica.

Tratamento para a tontura

Para o diagnóstico da tontura, a história contada pelo paciente no consultório é o mais importante. “Porquê diversas disfunções e doenças podem trazer a tontura uma vez que
sintoma

, para cada razão existem recursos e procedimentos específicos, além de indicações personalizadas para o paciente. Podemos prescrever medicações para tratar a doença de base, emendar deficiências nutricionais, dar orientações quanto ao consumo de vitualhas e bebidas. Mas o mais importante é buscar ajuda de um otoneurologista para diagnosticar corretamente”, finaliza a médica.

Por Maria Claudia Amoroso

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