SAÚDE

Jejum intermitente ajuda no emagrecimento e favorece o intestino

Jejum intermitente ajuda no emagrecimento de pessoas obesas (Imagem: Oleksandra Naumenko | Shutterstock)

Jejum intermitente ajuda no emagrecimento e favorece o tripa

O jejum intermitente se trata de uma estratégia cevar que implica interpolar entre períodos de sustento e de jejum. Existem várias abordagens relacionadas, incluindo o método 16/8, no qual se jejua por 16 horas e se alimenta durante 8 horas, ou o método de dias alternados, variando entre dias de sustento regular e de jejum.

Esta prática tem se tornado popular devido a benefícios uma vez que perda de peso, melhoria do metabolismo e redução da inflamação no organização. “Muitos estudos foram feitos comparando o jejum intermitente e o emagrecimento. E, sim, o jejum pode propiciar o emagrecimento, pois, além de fomentar uma restrição ou déficit nas calorias diárias, contribuirá para diminuir a resistência insulínica”, esclarece o Dr. Victor Lamônica, otorrinolaringologista e pós-graduado em Medicina Integrativa, Ortomolecular e Medicina Esporte.

Impactos do jejum intermitente no cérebro e no tripa

Um estudo chinês publicado recentemente no periódico científico Frontiers in Cellular and Infection Microbiology
mostrou que o
jejum intermitent

e contribui para a perda de peso de pessoas com obesidade. Ou por outra, a pesquisa também identificou que regiões cerebrais e espécies bacterianas intestinais também respondem a essa dieta e revelou uma reciprocidade dinâmica entre o cérebro e a microbiota intestinal.

“As mudanças observadas comprovam a relação no eixo intestino-cérebro, no qual ainda não se sabe ao evidente quem influencia quem, mas as alterações na atividade cerebral – detectadas através de exames de sonância magnética funcional –  ocorreram em regiões que atuam na regulação do gosto e do vício, que acontecem na região cerebral do giro orbital frontal subalterno”, explica o Dr. Fernando Gomes, neurocirurgião, neurocientista e professor livre docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Os cientistas do estudo acreditam que o microbioma intestinal se comunica com o cérebro de uma forma complexa e bidirecional, pois observaram que o microbioma produz neurotransmissores e neurotoxinas que acessam o cérebro através dos nervos e da circulação sanguínea.

“O que nos comprova portanto que o jejum intermitente, além de ajudar na perda de peso, pode facilitar para o cérebro trabalhe mais em prol do controle cevar e, assim, evite as compulsões por provisões em excesso que levam a obesidade”, ressalta o médico.

Jejum intermitente ajuda a reduzir a obesidade

Conforme o estudo, o jejum intermitente ajuda a reduzir a obesidade e melhora os parâmetros clínicos relacionados a essa exigência de saúde, uma vez que pressão arterial, colesterol totalidade e glicose. Na pesquisa, foram analisados 25 voluntários obesos por 62 dias. Todos fizeram a dieta de jejum intermitente e eliminaram, em média, tapume de 7 kg ou quase 8% do peso corporal.

Segundo o Dr. Victor Lamônica, quando a insulina está baixa, devido ao jejum, o organização utiliza a gordura uma vez que manancial de robustez. Com isso, ocorre uma redução da porcentagem de gordura totalidade no corpo. “Porém, nem tudo são flores, pois quando comparado o
jejum intermitente

no processo de emagrecimento versus dietas de baixa caloria com atividade física, os resultados foram muito semelhantes, não havendo superioridade de um método em relação a outro”, esclarece o médico. 

Relação entre jejum intermitente e comportamento cevar

Os resultados do estudo chinês também mostraram que o jejum intermitente reduz a atividade de regiões cerebrais relacionadas ao
comportamento cevar

, contribuindo assim para o sucesso da perda e manutenção do peso.

Todavia, é importante salientar que o jejum intermitente contribui para a perda de peso quando é muito orientado e escoltado por médico e/ou nutricionista. Conforme explica a nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, esse é um método de emagrecimento, na maioria das vezes, rápido e seguro para as pessoas que têm perfil metabólico adaptável ao jejum. 

Benefícios para o tripa

O estudo também identificou um aumento na riqueza e na flutuação microbiana intestinal em indivíduos obesos que fizeram o jejum intermitente. Conforme o Dr. Fernando Gomes, isso acontece porque o padrão cevar interfere na quantidade de
bactérias na flora intestinal

.

Segundo ele, o aparelho estomacal funciona uma vez que se fosse um “cérebro” à secção. “Ele é sensível à mudança drástica do padrão cevar, refletindo na particularidade das bactérias que naturalmente vivem dentro da gente”, acrescenta.

Desafios desse tipo de dieta

Apesar dos benefícios para a saúde e para a
perda de peso

, esse tipo de dieta também apresenta pontos não tão favoráveis. Quando não realizado da maneira correta e sem a orientação de um médico e/ou nutricionista, o jejum intermitente pode colocar em risco a saúde.

“Os riscos aumentam muito quando o jejum intermitente é feito sem séquito, pois as pessoas ficam longos intervalos sem consumir e, nos períodos que se alimentam, o fazem de forma inadequada”, alerta a Dra. Marcella Garcez. 

Segundo ela, sem os devidos cuidados, o jejum pode fomentar fome, muito uma vez que desidratação, hipoglicemia, fraqueza muscular e dificuldades de concentração. Ou por outra, pode “aumentar a tendência a transtornos alimentares uma vez que compulsão cevar periódica, bulimia e fastio”.

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