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os grandes nomes dos Jogos Olímpicos

GABRIEL BOUYS

Michael Phelps, dos EUA, compete nos 200m mariposa nos Jogos do Rio em 9 de agosto de 2016

GABRIEL BOUYS

Dos primeiros Jogos Olímpicos em Atenas em 1896 a Tóquio-2020, essa é uma seleção de esportistas que se tornaram lendas olímpicas por seus recordes, suas proezas e por suas vidas fora do generalidade.

– Michael Phelps, um nome sinônimo de ouro –

Com 23 ouros olímpicos e 28 medalhas, o nadador americano reina no Olimpo uma vez que nenhum outro. É o esportista mais vencedor dos Jogos.

Nascido em 1985, o prodígio de Baltimore começou a se ressaltar aos 15 anos ao se tornar o nadador americano mais jovem a se qualificar para os Jogos Olímpicos desde 1932. Terminou unicamente em quinto nos 200 metros mariposa em Sidney-2000, mas já havia escrito o primeiro parágrafo de sua lendária história olímpica.

Quatro anos depois, em Atenas, seu patrocinador lhe prometeu um milhão de dólares (2,92 milhões de reais em valores da estação) caso ele conseguisse percutir o recorde de seu compatriota Mark Spitz (7 medalhas de ouro em uma única Olimpíadas, em Munique, em 1972). Não conseguiu superar o feito, conquistando “unicamente” seis medalhas de ouro e duas de bronze.

Mas teve uma novidade chance em Pequim em 2008, onde conquistou oito ouros em várias provas, se tornando, portanto, o primeiro desportista olímpico a realizar tal façanha, entre todos os esportes.

Mas foi por pouco… Phelps venceu o sérvio Cavic nos 100 metros mariposa por um centésimo de segundo. A foto de chegada se tornou a mais icônica daqueles Jogos.

“Esse rapaz não é unicamente o maior nadador de todos os tempos ou o maior desportista olímpico de todos os tempos, mas talvez o maior desportista de todos os tempos”, elogiou Mark Spitz.

Mas seus méritos não terminam por aí: seis novas medalhas em Londres em 2012 (4 de ouro, 2 de prata), superando a russa Latynina (18 medalhas entre 1956 e 1964) uma vez que o desportista que mais subiu ao pódio nos Jogos.

Suspenso seis meses por encaminhar embriagado em 2014, o nadador com braços de barbatanas encerrou o ciclo no Rio em 2016 com mais seis medalhas, cinco delas de ouro, se tornando ainda mais um mito olímpico.

– Tadahiro Nomura, o terror do tatame –

Tadahiro Nomura nasceu sobre um tatame: seu tio é o vencedor olímpico Toyokazu Nomura (Munique, 1972) e seu pai foi o treinador do medalhista de ouro Shinji Hosokawa em 1984.

Tadahiro Nomura é o único judoca a ter conquistado o triplete olímpico: em Atlanta (1996), Sidney (2000) e Atenas (2004), o nipónico conquistou o ouro na categoria extraleve (até 60 quilos).

Em Atlanta, deu uma primeira mostra de sua capacidade ao se tornar vencedor olímpico em sua primeira participação, com 21 anos. Ganhou a final por ‘ippon’.

Em Sidney, precisou unicamente de alguns segundos para vencer o combate contra o vencedor da Ásia, o sul-coreano Bu-Kyung Jung, e ocupar seu segundo título olímpico sucessivo.

Em Atenas, tornou-se uma mito do judô com seu terceiro outro. Ninguém havia conseguido isso antes.

– Kohei Uchimura: o ginasta perfeito –

Considerado por muitos, entre eles pela lendária Nadia Comaneci, uma vez que o melhor ginasta masculino da história, o nipónico Kohei Uchimura levava a ginástica no sangue: seus pais praticaram esse esporte, em que começou quando tinha unicamente três anos.

Buscando a elegância em cada um de seus movimentos, esse ídolo pátrio chamado no Japão ‘King Kohei’ ganhou dois títulos consecutivos no concurso completo individual nos Jogos de 2012 e 2016, um feito que não acontecia desde que o também nipónico Sawao Kato em 1968 e 1972.

No Rio-2016, 48 horas depois de liderar o Japão ao título por equipes, operou um ‘milagre’ ao executar um tirocínio espetacular na barra fixa que lhe rendeu o ouro quando era quase impossível repetir o título.

Seu reinado acabou cruelmente quando caiu ao realizar seu tirocínio na barra em frente aos seus torcedores na qualificação para os Jogos de Tóquio.

– Usain Bolt, um planeta do rock na pista de atletismo –

O jamaicano se tornou em 16 de agosto de 2008 nos Jogos Olímpicos de Pequim no varão mais rápido do mundo.

Correu os 100 metros em 9 segundos e 69 milésimos, impondo-se na principal modalidade do atletismo.

Com uma superioridade ultrajante, permitiu-se tirar o pé do acelerador nos 20 metros finais.

Bateu seu próprio recorde do mundo da velocidade um ano depois nos Mundiais de Berlim, tanto nos 100 metros (9,58 segundos) e nos 200 metros (19,19 segundos).

Conquista inédita na história do atletismo, o vencedor fora do generalidade levou os três ouros (100 m, 200 m, 4×100 m) em três Jogos consecutivos: Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016.

Sua medalha de ouro na pista de Pequim lhe foi retirada em 2017, porque um de seus companheiros da estação testou positivo. Além de seus onze títulos de vencedor mundial, um recorde, totaliza para a evo oito medalhas de ouro em Jogos Olímpicos.

Ele é superado unicamente no Olimpo do atletismo por outros dois gigantes, o finlandês Paavo Nurmi e o americano Carl Lewis.

Mas para além de seus títulos e seus tempos estratosféricos, Bolt se impôs uma vez que um planeta mundial graças à sua personalidade, seu carisma e seu tino de espetáculo, fazendo de cada uma de suas aparições um ocorrência.

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