ECONOMIA

O Banco Central não mudou o comportamento

Marcelo Par Jr/Filial Brasil

O Banco Meão não mudou o comportamento

A transporte da política monetária é desafiadora, para manifestar o mínimo. Não é à toa que a entidade monetária não baixa os juros de uma vez
. Ou por outra, a compreensão acerca do término do ciclo de queda dos juros é impactada pela dificuldade em estabelecer qual seria o  nível oriundo
para a Selic. E não bastasse isso, temos incertezas sobre a  sustentabilidade fiscal
e sobre os desdobramentos (des)inflacionários do envolvente internacional.

É nesse mar turbulento que a entidade monetária tem navegado e há quem diga que o compromisso com a queda dos juros tenha se confuso. Não consigo compartilhar desse diagnóstico. Ao meu ver, a política monetária tem sido conduzida da mesma forma. Se as condições se alteram, a política econômica também se altera, isso está no obrigatório de qualquer manual de macroeconomia. Não há uma única escolha de política econômica que sirva para todos os países a todo momento do tempo. E é isso que o Banco Meão do Brasil tem deixado simples.

Questões geopolíticas e de provável reflação nos EUA, que fariam com que a taxa de juros norte-americana ficasse subida por mais tempo, atraindo capital financeiro e, com isso, depreciando moedas uma vez que o real brasiliano, poderiam mudar o nível final da taxa de juros no atual ciclo monetário ou, alternativamente, mudar a extensão do ciclo. Se nos EUA houve a estratégia de “esperar para ver”, por que o banco meão brasiliano não pode fazer o mesmo?

O importante é legar claramente. Um diagnóstico simples associado à uma récipe de política monetária condizente com o mesmo é muito mais importante do que compromissos cegos de manter um curso se as condições se alterarem. O banco meão não vai deixar de olhar para os dados. Nem deveria. 

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