Córrego transborda e volta a invadir casas em Porto Alegre

Filial Brasil

Ribeiro transborda e volta a invadir casas em Porto Feliz

Em seguida vários dias sem chuva, a cidade de Porto Feliz
teve um dia de precipitação prolongada e intensa ao longo de toda esta quinta-feira (23). Por justificação disso, ruas e avenidas ficaram alagadas e, em alguns bairros, principalmente no centro-sul e sul da capital, que já tinham secado em seguida as enchentes do início do mês, voltaram a permanecer inundados
e pessoas tiveram de ser retiradas de suas casas.

O cirurgião dentista Brígido Ribas, morador do bairro Cavalhada, na zona sul da capital, viu sua moradia ser invadida pelo arroio (regato) que dá nome ao bairro. A última vez foi justamente no dia 1º de maio, logo no início do ciclo devastador de inundações na cidade. Ele teve que subir os móveis e perfurar as portas para a chuva passar.

A moradia do dentista Brígido Ribas ficou alagada em Porto Feliz. Foto: Rafa Neddermeyer/Filial Brasil

“Agora choveu de novo, o parece um pouco pior do que da outra vez, porque tem ondas lá detrás da moradia, eu vi pelo vidro da porta que tem ondas do arroio pra dentro da minha, para cima da minha moradia. Daí, eu deixei toda ensejo, o portão e a porta da moradia, porque a chuva tá passando por dentro. O que eu pude subir das minhas coisas, eu subi. Vamos ver se dessa vez vão manter. Da última, eu consegui salvar a maioria dos móveis e eletrodomésticos”, afirmou à Filial Brasil
.

Ribas e a esposa foram obrigados a trespassar de moradia e vão dormir no vizinho. Segundo ele, é a quarta vez, em quatro anos, que as águas do arroio, que passa detrás de sua moradia, transbordam para dentro do imóvel. Ele vive no lugar desde 2011, mas o transtorno só começou em 2020.

“Acabou a paciência de permanecer nessa moradia. A gente tem que ir para um apartamento, não dá. A moradia é boa, tem árvores frutíferas no quintal, mas não dá para permanecer repetindo esse tipo de situação, porque começa a chover e a gente já não consegue dormir”, contou.

A poucas ruas dali, Guiomar Meireles viu a chuva do arroio Cavalhada subir mais de meio metro. Não era a primeira vez, mas agora ela pôde levar os seus sete cachorros.

“Eu [já] fiquei com 75 centímetros de chuva dentro de moradia, mas nunca saí porque eu ligava, a Resguardo Social e os bombeiros queriam me resgatar só eu, e meus cachorros, não. E eu disse: ‘Cá ninguém larga a pata de ninguém’. Dessa vez, eu pedi socorro e fui ouvida. Estou eu cá na rua com os meus cachorros, à espera de um abrigo”, relatou, enquanto cuidava dos animais, acompanhada por homens da Guarda Social Metropolitana.

No mesmo bairro, era provável ver blindados do Tropa, incluindo um veículo anfíbio, circulando por vias já cobertas por chuva e oferecendo auxílio para a saída dos moradores.

Militares do Tropa resgatam moradores de Porto Feliz. Foto: Rafa Neddermeyer/Filial Brasil

Lixo nas ruas e casas de petardo

Segundo o Departamento Municipal de Chuva e Esgoto (Dmae) da capital, nas áreas onde não há estação de drenagem, a chuva deságua por seriedade no córregos. “Uma vez que o nível destes arroios está proeminente, as águas da chuva não têm para onde escoar. Por isso, acabam retornando pelas bocas-de-lobo”, informou o órgão, em postagens nas redes sociais.

O entulho reunido nas ruas e em bueiros e o funcionamento parcial das casas de bombeamento
, uma vez que no bairro Menino Deus, também contribuíram para o as inundações. O nível da chuva subiu rapidamente e afetou até mesmo bairros que não haviam sido atingidos até logo. No núcleo histórico da cidade, o Mercado Público, que passava por limpeza, dispensou os funcionários por prevenção
. A chuva alagou o entorno, mas não voltou a invadir realmente o lugar.

Moradores tiveram que deixar casas em seguida arroio transbordar e chuva invadir bairro. Idosa é resgatada. Foto: Rafa Neddermeyer/Filial Brasil

Em coletiva de prelo, o prefeito da capital gaúcha, Sebastião Melo, disse que a gestão municipal sabia que havia a possibilidade de mais chuva possante e não foi pega de supressa.

>> Veja a cobertura completa da tragédia no RS

“Essa chuva se concentrou muito durante a manhã, principalmente no Belém Novo. A notícia que me traz o Inmet [Instituto Nacional de Meteorologia] é que só na região sul [de Porto Alegre] choveu 100 milímetros. Portanto, o que era um problema das áreas alagadas estendeu-se praticamente para toda a cidade com essa chuvarada e aí, nós temos sérios problemas, além das áreas alagadas”, afirmou.

Melo também anunciou a suspensão das aulas
em Porto Feliz e o fechamento das comportas do Guaíba, porque a chuva parou de escoar e voltou a entrar na cidade. Algumas escolas podem funcionar uma vez que abrigo temporário enquanto estiverem fechadas para os estudantes.

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