
G20 reforça necessidade de abordar crise da dívida de países pobres e emergentes
O Grupo dos 20 aprovou nesta segunda-feira (18) seu enviado final deste ano. Dentre as pautas reforçadas pelo conjunto está a questão da dívida dos países pobres e emergentes.
“Nós enfatizamos novamente a valia de abordar as vulnerabilidades da dívida em países de baixa e média renda de maneira eficiente, abrangente e sistemática. Nós saudamos os progressos realizados no tratamento da dívida no contexto do Quadro Generalidade do G20 e além”, escreveu o grupo na enunciação.
O Quadro Generalidade sobre Tratamentos da Dívida do G20 não é uma invenção de agora, mas reforça-se a urgência de seu trabalho ativo frente ao crescente nível de endividamento dos países mais pobres, que somado ao problema enfrentam dificuldades para saná-lo.
Para tal, o grupo tem defendido uma revisão das regras e abordagens dos organismos financeiros internacionais de modo a torná-los mais abertos e adaptados à veras desses países.
“Nós saudamos os esforços conjuntos de todas as partes interessadas para continuar trabalhando em prol de melhorar a transparência da dívida e incentivar os credores privados a segui-los. Nós continuamos a concordar a Mesa Redonda Global sobre Dívida Soberana para promover o entendimento generalidade entre as principais partes interessadas, incluindo o setor privado, credores bilaterais e multilaterais e países devedores”, enfatiza o documento.
Um dos problemas ligados ao sistema financeiro internacional é a falta de adaptabilidade para a veras de diferentes economias, tendo em vista o regulamento engessado desde sua consolidação no pós-Segunda Guerra Mundial.
Desse modo, o enviado do G20 apoia que as nações, voluntariamente, desenvolvam plataformas próprias uma vez que um dos instrumentos para impulsionar o financiamento sustentável em mercados emergentes e em desenvolvimento.
“Plataformas que sejam lideradas por países, flexíveis e muito adaptadas às circunstâncias nacionais funcionam uma vez que instrumentos eficientes para mobilizar tanto o capital público quanto o privado para financiar projetos e programas em países em desenvolvimento, ajudando a conectar desafios de mitigação, adaptação e construção de resiliência com fluxos concretos de recursos para transições justas”, conclui.
O G20 reitera no enviado que seguirá emprenhado em abordar as vulnerabilidades globais da dívida, intensificando o trabalho do Quadro Generalidade de “forma previsível, oportuna, ordenada e coordenada”.
O próximo país assumir a presidência rotativa do G20 é a África do Sul. No enviado, o grupo destacou a liderança dos países do continente africano nos debates sobre a dívida global.
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