Brasil e França reforçam pressão no FMI por taxação internacional dos mais ricos

JIM WATSON

Os ministros da Rancho do Brasil, Fernando Haddad (E), e da França, Bruno Le Maire defendem uma série de passos para implementar uma taxação internacional de impostos mais justa

Jim WATSON

A comunidade internacional deve fazer mais para que as empresas e os indivíduos mais ricos do planeta paguem sua parcela “justa” de tributos, coincidiram, nesta quarta-feira (17), os ministros da Rancho do Brasil, Fernando Haddad, e das Finanças da França, Bruno Le Maire, na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington.

O Brasil, que preside o G20 leste ano, vem pressionando o grupo de países, que juntos detêm 80% da economia global, para adotarem até o verão boreal uma posição generalidade para evitar a evasão fiscal dos bilionários.

O tema tornou-se ainda mais atual, pois os países precisam aumentar as receitas para manter seus níveis de dívida controláveis e ter os meios para conduzir a transição ecológica.

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, disse, em um pintura na sede do FMI, nesta quarta, juntamente com Haddad, Le Maire, e seu par queniano, Njung’una Ngundu, que são necessários mais de US$ 3 trilhões por ano (15,7 trilhões de reais) para enfrentar os desafios das mudanças climáticas.

“Sem cooperação internacional, aqueles que estão no topo [em termos de riqueza] continuarão a evadir impostos”, disse Haddad.

Sentado ao lado de Haddad no evento do FMI, o ministro das Finanças gaulês renovou seus chamados por uma taxação mínima global, e deu espeque aos apelos por um cerco à evasão fiscal.

A França está entre as economias do mundo desenvolvido que declararam espeque a uma taxação mínima global de 15% e já implementou uma tarifa mínima sobre as gigantes tecnológicas globais.

“O horizonte do mundo não pode ser uma corrida para o último lugar”, disse Le Maire. “O mesmo vale para a taxação.”

Em janeiro, a União Europeia adotou uma taxação mínima de 15% sobre empresas multinacionais ativas nos 27 países-membros.

Segundo a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), um imposto global mínimo poderia render uma receita suplementar de US$ 200 bilhões (pouco mais de 1 trilhão de reais) por ano.

O Brasil fez do aumento dos impostos sobre os mais ricos um dos principais temas de sua presidência do G20.

Le Maire, por sua vez, considerou esse aumento uma vez que o “terceiro pilar” de um sistema de tributação global mínima, depois as negociações sobre as taxas às plataformas de Internet e o imposto de renda corporativo mínimo.

A ONG Global Citizen citou, em um relatório publicado na terça-feira, que um imposto sobre os ricos poderia ajudar a financiar investimentos para a transição energética.

De congraçamento com o relatório, desde 2020, a riqueza das pessoas mais ricas aumentou, no totalidade, US$ 2,7 bilhões por dia (R$ 14 bilhões), e essas pessoas emitem, em média, um milhão de vezes mais CO2 do que outros seres humanos.

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