
Ex-presidente do DEM de Anápolis, Cacai Toledo é preso
O empresário Carlos César Savastano Toledo, divulgado porquê Cacai Toledo, foi recluso pela Polícia Social de Goiás nesta segunda-feira (3/6) em Brasília. Cacai é ex-presidente do partido DEM (atual União Brasil) de Anápolis e réu pela morte do também empresário Fábio Alves Escobar Cavalcante, em junho de 2021. Ele estava fugido desde novembro do ano pretérito, quando teve prisão decretada pela Justiça.
A Polícia Social não divulgou as circunstâncias da prisão, somente que a prisão foi feita pela Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), em ação integrada com a Superintendência de Lucidez da Polícia Social e Lucidez da Secretaria da Segurança Pública de Goiás. Mas informações serão repassadas em uma coletiva de prelo marcada para terça-feira (4).
A Polícia Social (PC) concluiu que o empresário Fábio Escobar foi assassinado no dia 23 de junho de 2021 por vingança depois ter denunciado desvios de quantia na campanha eleitoral de governador de 2018. Cacai foi coordenador da campanha política do Democratas ao governo do estado de 2018, em Anápolis, de quem candidato a governador ela Ronaldo Caiado.
Com a eleição de Caiado, ele ganhou o incumbência de diretor administrativo da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego). Em 2020, foi recluso por suspeita de fraudes em licitações na companhia e perdeu o incumbência.
Em fevereiro deste ano, a resguardo de Cacai Toledo disse à TV Anhanguera sobre “não ter indícios de que ele seja o responsável do transgressão e que a investigação foi concluída sem que todos os elementos pudessem ser checados”. A resguardo não se pronunciou sobre a prisão de Cadai.
Entenda o caso
Fábio Escobar trabalhou com Cacai durante a campanha de 2018. No ano seguinte, passou a denunciá-lo na internet por supostos desvios de quantia. Em um dos vídeos, Escobar mostrava o momento em que devolvia R$ 150 milénio, que ele dizia ter recebido de Cacai porquê suborno para que ele parasse com as denúncias. Para a investigação, essas desavenças motivaram o assassínio do empresário.
“O quantia de vocês está cá, ninguém me compra não. Pode colocar pistoleiro, pode colocar o que for. O quantia que vocês me mandaram está cá”, diz ele no vídeo.
O pai de Escobar afirma que o fruto tinha muitas informações sobre supostos desvios de quantia. José Escobar disse também que o fruto chegou a ser ameaçado por uma pessoa ligada a Cacai.
“Essa não foi a primeira vez que o meu fruto foi seguido por PMs disfarçados. Eu sempre alertei que isso ia findar do jeito que acabou, porque ele estava mexendo com gente muito perigosa e muito endinheirada. A morte do meu fruto foi encomendada por políticos, pago por políticos, acobertado por políticos”, disse o pai do empresário, em entrevista à TV Anhanguera..
Segundo a polícia, Cacai, junto com Jorge Caiado, que tem prestígios na Secretaria de Segurança Pública (SSP), usou da proximidade com policiais militares para planejar e matar Escobar. Eles teriam aliciado agentes para executarem o assassínio e prometido promoções por “ato de coragem”.
A polícia apurou que, dois dias antes do assassínio do empresário, o PM Welton da Silva habilitou uma novidade risco em um celular furtado por policiais, se passou por um “Fernando” e, por mensagens, tentou fechar negócios com Escobar. As investigações concluíram que o policial matou o empresário.
Depois epílogo do sindicância da Polícia Social, além de Cacai Toledo, três policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público pela morte de Fábio Escobar. Eles se tornaram réus pelo transgressão de homicídio qualificado. Posteriormente, Jorge Caiado, primo do governador e assessor na Reunião Legislativa, também foi denunciado pelo mesmo transgressão.